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Como descobrir se o domínio propagou

Como descobrir se o domínio propagou

Uma dúvida bastante comentada entre boa parte dos Webmasters quando  mudam de host (serviço de hospedagem): é em relação à propagação do DNS.

Quando a mudança de DNS é realizada para um novo servidor é normal que o site ainda continue sendo acessado pelo servidor antigo.

Isso ocorre porque leva certo tempo para que o cache dos servidores de DNS sejam atualizados. Normalmente em um período de 24 horas a 48 horas.

Como escolher um bom domínio para seu site

 

Como sei quando um domínio é propagado?

A propagação de um DNS pode ser um processo lento dependendo dos servidores de DNS do seu provedor de internet, chegando em média a demorar até 72horas para finalizar.

Para você identificar se o seu domínio já foi propagado é bem simples. Basta você clicar no seu botão iniciar do Windows,  acionar o “executar” e digitar cmd ou (tecla de atalho logotipo do teclado + R).

Agora digite o comando ping www.seudominio.com.br

Agora é só você verificar qual endereço IP ele está disparando os pacotes. Veja se o número bate com o endereço IP disponibilizado pelo seu novo servidor de hospedagem.

Outras alternativas para você consultar se o domínio já está propagado é acessando os seguintes endereços:

www.whatsmydns.net

www.intodns.com

 

Inserindo Dados com segurança usando bindParam no PDO

<?php

$conn = new PDO(“mysql:host=localhost;dbname=NOMEDOBANCO”, “USUARIODOBANCO”, “SENHADOBANCO”);

$stmt = $conn->prepare(“INSERT INTO tb_usuarios (deslogin, dessenha) VALUES(:LOGIN, :PASSWORD)”);

$login = “jose”;
$password = “1234567890”;

$stmt->bindParam(“:LOGIN”, $login);
$stmt->bindParam(“:PASSWORD”, $password);
$stmt->execute();
echo “Inserido OK!”;

?>

Conhecendo melhor o IPv6

O protocolo IPv6 apresenta como principal característica e justificativa para o seu desenvolvimento, o aumento no espaço para endereçamento. É importante conhecermos as diferenças entre o endereçamento IPv4 e IPv6 e saber reconhecer a sintaxe dos endereços IPv6, os diferentes tipos existentes e suas principais características.

No IPv4, o campo do cabeçalho reservado para o endereçamento possui 32 bits, com um máximo de 4.294.967.296 (232) endereços distintos.Na época de seu desenvolvimento, esta quantidade era considerada suficiente para identificar todos os computadores na rede e suportar o surgimento de novas sub-redes. No entanto, com o rápido crescimento da Internet, surgiu o problema da escassez dos endereços IPv4, motivando a criação de uma nova geração do protocolo IP.

Assim, o IPv6 surgiu, com um espaço para endereçamento de 128 bits, podendo obter 340.282.366.920.938.463.463.374.607.431.768.211.456 endereços (2128). Este valor representa aproximadamente 79 octilhões (7,9×1028) de vezes a quantidade de endereços IPv4 e representa, também, mais de 56 octilhões (5,6×1028) de endereços por ser humano na Terra, considerando-se a população estimada em 6 bilhões de habitantes.

1. Representação dos endereços

32 bits dos endereços IPv4 são divididos em quatro grupos de 8 bits cada, separados por “.”, escritos com dígitos decimais. Por exemplo: 192.168.0.10. A representação dos endereços IPv6, divide o endereço em oito grupos de 16 bits, separando-os por “:”, escritos com dígitos hexadecimais (0-F). Por exemplo:

  • 2001:0DB8:AD1F:25E2:CADE:CAFE:F0CA:84C1

Na representação de um endereço IPv6, é permitido utilizar tanto caracteres maiúsculos quanto minúsculos.

Além disso, regras de abreviação podem ser aplicadas para facilitar a escrita de alguns endereços muito extensos. É permitido omitir os zeros a esquerda de cada bloco de 16 bits, além de substituir uma sequência longa de zeros por “::”.

Por exemplo, o endereço 2001:0DB8:0000:0000:130F:0000:0000:140B pode ser escrito como 2001:DB8:0:0:130F::140B ou 2001:DB8::130F:0:0:140B. Neste exemplo é possível observar que a abreviação do grupo de zeros só pode ser realizada uma única vez, caso contrário poderá haver ambigüidades na representação do endereço. Se o endereço acima fosse escrito como 2001:DB8::130F::140B, não seria possível determinar se ele corresponde a 2001:DB8:0:0:130F:0:0:140B, a 2001:DB8:0:0:0:130F:0:140B ou 2001:DB8:0:130F:0:0:0:140B. Esta abreviação pode ser feita também no fim ou no início do endereço, como ocorre em 2001:DB8:0:54:0:0:0:0 que pode ser escrito da forma 2001:DB8:0:54::.

Outra representação importante é a dos prefixos de rede. Em endereços IPv6 ela continua sendo escrita do mesmo modo que no IPv4, utilizando a notação CIDR. Esta notação é representada da forma “endereço-IPv6/tamanho do prefixo”, onde “tamanho do prefixo” é um valor decimal que especifica a quantidade de bits contíguos à esquerda do endereço que compreendem o prefixo. O exemplo de prefixo de sub-rede apresentado a seguir indica que dos 128 bits do endereço, 64 bits são utilizados para identificar a sub-rede.

  • Prefixo 2001:db8:3003:2::/64
  • Prefixo global 2001:db8::/32
  • ID da sub-rede 3003:2

Esta representação também possibilita a agregação dos endereços de forma hierárquica, identificando a topologia da rede através de parâmetros como posição geográfica, provedor de acesso, identificação da rede, divisão da sub-rede, etc. Com isso, é possível diminuir o tamanho da tabela de roteamento e agilizar o encaminhamento dos pacotes.

Com relação a representação dos endereços IPv6 em URLs (Uniform Resource Locators), estes agora passam a ser representados entre colchetes. Deste modo, não haverá ambiguidades caso seja necessário indicar o número de uma porta juntamente com a URL. Observe os exemplos a seguir:

  • http://[2001:12ff:0:4::22]/index.html
  • http://[2001:12ff:0:4::22]:8080

2. Tipos de Endereços

Existem no IPv6 três tipos de endereços definidos:

  • Unicast – este tipo de endereço identifica uma única interface, de modo que um pacote enviado a um endereço unicast é entregue a uma única interface;
  • Anycast – identifica um conjunto de interfaces. Um pacote encaminhado a um endereço anycast é entregue a interface pertencente a este conjunto mais próxima da origem (de acordo com distância medida pelos protocolos de roteamento). Um endereço anycast é utilizado em comunicações de um-para-um-de-muitos.
  • Multicast – também identifica um conjunto de interfaces, entretanto, um pacote enviado a um endereço multicast é entregue a todas as interfaces associadas a esse endereço. Um endereço multicast é utilizado em comunicações de um-para-muitos.

Diferente do IPv4, no IPv6 não existe endereço broadcast, responsável por direcionar um pacote para todos os nós de um mesmo domínio. No IPv6, essa função foi atribuída à tipos específicos de endereços multicast.

Endereços Unicast

Os endereços unicast são utilizados para comunicação entre dois nós, por exemplo, telefones VoIPv6, computadores em uma rede privada, etc., e sua estrutura foi definida para permitir agregações com prefixos de tamanho flexível, similar ao CIDR do IPv4.

Existem alguns tipos de endereços unicast IPv6: Global Unicast; Unique-Local; e Link-Local por exemplo. Existem também alguns tipos para usos especiais, como endereços IPv4 mapeados em IPv6, endereço de loopback e o endereço não-especificado, entre outros.

  • Global Unicast – equivalente aos endereços públicos IPv4, o endereço global unicast é globalmente roteável e acessível na Internet IPv6. Ele é constituído por três partes: o prefixo de roteamento global, utilizado para identificar o tamanho do bloco atribuído a uma rede; a identificação da sub-rede, utilizada para identificar um enlace em uma rede; e a identificação da interface, que deve identificar de forma única uma interface dentro de um enlace.Sua estrutura foi projetada para utilizar os 64 bits mais a esquerda para identificação da rede e os 64 bits mais a direita para identificação da interface. Portanto, exceto casos específicos, todas as sub-redes em IPv6 tem o mesmo tamanho de prefixo, 64 bits (/64), o que possibilita 2^64 = 18.446.744.073.709.551.616 dispositivos por sub-rede.Atualmente, está reservada para atribuição de endereços a faixa 2000::/3 (001), que corresponde aos endereços de 2000:: a 3fff:ffff:ffff:ffff:ffff:ffff:ffff:ffff. Isto representa 13% do total de endereços possíveis com IPv6, o que nos permite criar 2^(64−3) = 2.305.843.009.213.693.952 (2,3×1018) sub-redes (/64) diferentes ou 2^(48−3) = 35.184.372.088.832 (3,5×1013) redes /48.
  • Link Local – podendo ser usado apenas no enlace específico onde a interface está conectada, o endereço link local é atribuído automaticamente utilizando o prefixo FE80::/64. Os 64 bits reservados para a identificação da interface são configurados utilizando o formato IEEE EUI-64. Vale ressaltar que os roteadores não devem encaminhar para outros enlaces, pacotes que possuam como origem ou destino um endereço link-local
  • Unique Local Address (ULA) – endereço com grande probabilidade de ser globalmente único, utilizado apenas para comunicações locais, geralmente dentro de um mesmo enlace ou conjunto de enlaces. Um endereço ULA não deve ser roteável na Internet global. Um endereço ULA, criado utilizando um ID global e alocado pseudo-randomicamente, é composto das seguintes partes:
    • Prefixo: FC00::/7.
    • Flag Local (L): se o valor for 1 (FD) o prefixo é atribuído localmente. Se o valor for 0 (FC), o prefixo deve ser atribuído por uma organização central (ainda a definir).
    • Identificador global: identificador de 40 bits usado para criar um prefixo globalmente único.
    • Identificador da Interface: identificador da interface de 64 bits.

    Deste modo, a estrutura de um endereço ULA é FDUU:UUUU:UUUU:: onde U são os bits do identificador único, gerado aleatoriamente por um algoritmo específico.
    Sua utilização permite que qualquer enlace possua um prefixo /48 privado e único globalmente. Deste modo, caso duas redes, de empresas distintas por exemplo, sejam interconectadas, provavelmente não haverá conflito de endereços ou necessidade de renumerar a interface que o esteja usando. Além disso, o endereço ULA é independente de provedor, podendo ser utilizado na comunicação dentro do enlace mesmo que não haja uma conexão com a Internet. Outra vantagem, é que seu prefixo pode ser facilmente bloqueado, e caso um endereço ULA seja anunciado acidentalmente para fora do enlace, através de um roteador ou via DNS, não haverá conflito com outros endereços.

Identificadores de interface

Os identificadores de interface (IID), utilizados para distinguir as interfaces dentro de um enlace, devem ser únicos dentro do mesmo prefixo de sub-rede.O mesmo IID pode ser usado em múltiplas interfaces em um único nó, porém, elas dever estar associadas a deferentes sub-redes.

Normalmente utiliza-se um IID de 64 bits, que pode ser obtido de diversas formas. Ele pode ser configurado manualmente, a partir do mecanismo de autoconfiguração stateless do IPv6, a partir de servidores DHCPv6 (stateful), ou formados a partir de uma chave pública (CGA). Estes métodos serão detalhados no decorrer deste curso.

Embora eles possam ser gerados randomicamente e de forma temporária, recomenda-se que o IID seja construído baseado no endereço MAC da interface, no formato EUI-64.

Um IID baseado no formato EUI-64 é criado da seguinte forma:

  • Caso a interface possua um endereço MAC de 64 bits (padrão EUI-64), basta complementar o sétimo bit mais a esquerda (chamado de bit U/L – Universal/Local) do endereço MAC, isto é, se for 1, será alterado para 0; se for 0, será alterado para 1. Caso a interface utilize um endereço MAC de 48 bits (padrão IEEE 802), primeiro adiciona-se os dígitos hexadecimais FF-FE entre o terceiro e quarto Byte do endereço MAC (transformando no padrão EUI-64), e em seguida, o bit U/L é complementado. Por exemplo:
    • Se endereço MAC da interface for:
      • 48-1E-C9-21-85-0C
      • adiciona-se os dígitos FF-FE na metade do endereço:
      • 48-1E-C9-FF-FE-21-85-0C
      • complementa-se o bit U/L:
      • 48 = 01001000
      • 01001000 → 01001010
      • 01001010 = 4A
      • IID = 4A-1E-C9-FF-FE-21-85-0C

Um endereço link local atribuído à essa interface seria FE80::4A1E:C9FF:FE21:850C.

Endereços especiais

Existem alguns endereços IPv6 especiais utilizados para fins específicos:

  • Endereço Não-Especificado (Unspecified): é representado pelo endereço 0:0:0:0:0:0:0:0ou ::0 (equivalente ao endereço IPv4 unspecified 0.0.0.0). Ele nunca deve ser atribuído a nenhum nó, indicando apenas a ausência de um endereço. Ele pode, por exemplo, ser utilizado no campo Endereço de Origem de um pacote IPv6 enviado por um host durante o processo de inicialização, antes que este tenha seu endereço exclusivo determinado. O endereço unspecified não deve ser utilizado como endereço de destino de pacotes IPv6;
  • Endereço Loopback: representado pelo endereço unicast 0:0:0:0:0:0:0:1 ou ::1 (equivalente ao endereço IPv4 loopback 127.0.0.1). Este endereço é utilizado para referenciar a própria máquina, sendo muito utilizado para teste internos. Este tipo de endereço não deve ser atribuído a nenhuma interface física, nem usado como endereço de origem em pacotes IPv6 enviados para outros nós. Além disso, um pacote IPv6 com um endereço loopback como destino não pode ser enviado por um roteador IPv6, e caso um pacote recebido em uma interface possua um endereço loopback como destino, este deve ser descartado;
  • Endereços IPv4-mapeado: representado por 0:0:0:0:0:FFFF:wxyz ou ::FFFF:wxyz, é usado para mapear um endereço IPv4 em um endereço IPv6 de 128-bit, onde wxyzrepresenta os 32 bits do endereço IPv4, utilizando dígitos decimais. É aplicado em técnicas de transição para que nós IPv6 e IPv4 se comuniquem. Ex. ::FFFF:192.168.100.1.

Algumas faixas de endereços também são reservadas para uso específicos:

  • 2002::/16: prefixo utilizado no mecanismo de transição 6to4;
  • 2001:0000::/32: prefixo utilizado no mecanismo de transição TEREDO;
  • 2001:db8::/32: prefixo utilizado para representar endereços IPv6 em textos e documentações.

Outros endereços, utilizados no início do desenvolvimento do IPv6 tornaram-se obsoletos e não devem mais ser utilizados:

  • FEC0::/10: prefixo utilizado pelos endereços do tipo site local, desenvolvidos para serem utilizados dentro de uma rede específica sem a necessidade de um prefixo global, equivalente aos endereços privados do IPv4. Sua utilização foi substituída pelos endereços ULA;
  • ::wxyz: utilizado para representar o endereço IPv4-compatível. Sua função é a mesma do endereço IPv4-mapeado, tornando-se obsoleto por desuso;
  • 3FFE::/16: prefixo utilizado para representar os endereços da rede de teste 6Bone. Criada para ajudar na implantação do IPv6, está rede foi desativada em 6 de junho de 2006 (06/06/06).

Endereços Anycast

Um endereço IPv6 anycast é utilizado para identificar um grupo de interfaces, porém, com a propriedade de que um pacote enviado a um endereço anycast é encaminhado apenas a interface do grupo mais próxima da origem do pacote.

Os endereços anycast são atribuídos a partir da faixa de endereços unicast e não há diferenças sintáticas entre eles. Portanto, um endereço unicast atribuído a mais de uma interface transforma-se em um endereço anycast, devendo-se neste caso, configurar explicitamente os nós para que saibam que lhes foi atribuído um endereço anycast. Além disso, este endereço deve ser configurado nos roteadores como uma entrada separada (prefixo /128 – host route).

Este esquema de endereçamento pode ser utilizado para descobrir serviços na rede, como servidores DNS e proxies HTTP, garantindo a redundância desses serviços. Também pode-se utilizar para fazer balanceamento de carga em situações onde múltiplos hosts ou roteadores provem o mesmo serviço, para localizar roteadores que forneçam acesso a uma determinada sub-rede ou para localizar os Agentes de Origem em redes com suporte a mobilidade IPv6.

Todos os roteadores devem ter suporte ao endereço anycast Subnet-Router. Este tipo de endereço é formado pelo prefixo da sub-rede e pelo IID preenchido com zeros (ex.: 2001:db8:cafe:dad0::/64). Um pacote enviado para o endereço Subnet-Router será entregue para o roteador mais próximo da origem dentro da mesma sub-rede.

Também foi definido um endereço anycast para ser utilizado no suporte a mobilidade IPv6. Este tipo de endereço é formado pelo prefixo da sub-rede seguido pelo IID dfff:ffff:ffff:fffe (ex.:2001:db8::dfff:ffff:ffff:fffe). Ele é utilizado pelo Nó Móvel, quando este precisar localizar um Agente Origem em sua Rede Original.

Endereços Multicast

Endereços multicast são utilizados para identificar grupos de interfaces, sendo que cada interface pode pertencer a mais de um grupo. Os pacotes enviados para esses endereço são entregues a todos as interfaces que compõe o grupo.

No IPv4, o suporte a multicast é opcional, já que foi introduzido apenas como uma extensão ao protocolo. Entretanto, no IPv6 é requerido que todos os nós suportem multicast, visto que muitas funcionalidades da nova versão do protocolo IP utilizam esse tipo de endereço.

Seu funcionamento é similar ao do broadcast, dado que um único pacote é enviado a vários hosts, diferenciando-se apenas pelo fato de que no broadcast o pacote é enviado a todos os hosts da rede, sem exceção, enquanto que no multicast apenas um grupo de hosts receberá esse pacote.

Deste modo, a possibilidade de transportar apenas uma cópia dos dados a todos os elementos do grupo, a partir de uma árvore de distribuição, pode reduzir a utilização de recurso de uma rede, bem como otimizar a entrega de dados aos hosts receptores. Aplicações como videoconferência, distribuição de vídeo sob demanda, atualizações de softwares e jogos on-line, são exemplos de serviços que vêm ganhando notoriedade e podem utilizar as vantagens apresentadas pelo multicast.

Os endereços multicast não devem ser utilizados como endereço de origem de um pacote. Esses endereços derivam do bloco FF00::/8, onde o prefixo FF, que identifica um endereço multicast, é precedido por quatro bits, que representam quatro flags, e um valor de quatro bits que define o escopo do grupo multicast. Os 112 bits restantes são utilizados para identificar o grupo multicast.

As flags são definidas da seguinte forma:

O primeiro bit mais a esquerda é reservado e deve ser marcado com 0;

  • Flag R: Se o valor for 1, indica que o endereço multicast “carrega” o endereço de um Ponto de Encontro (Rendezvous Point). Se o valor for 0, indica que não há um endereço de Ponto de Encontro embutido;
  • Flag P: Se o valor for 1, indica que o endereço multicast é baseado em um prefixo de rede. Se o valor for 0, indica que o endereço não é baseado em um prefixo de rede;
  • Flag T: Se o valor for 0, indica que o endereço multicast é permanente, ou seja, é atribuído pela IANA. Se o valor for 1, indica que o endereço multicast não é permanente, ou seja, é atribuído dinamicamente.

Os quatro bits que representam o escopo do endereço multicast, são utilizados para delimitar a área de abrangência de um grupo multicast. Os valores atribuídos a esse campo são o seguinte:

  • 1 – abrange apenas a interface local;
  • 2 – abrange os nós de um enlace;
  • 3 – abrange os nós de uma sub-rede
  • 4 – abrange a menor área que pode ser configurada manualmente;
  • 5 – abrange os nós de um site;
  • 8 – abrange vários sites de uma mesma organização;
  • E – abrange toda a Internet;
  • 0, F – reservados;
  • 6, 7, 9, A, B, C, D – não estão alocados.

Deste modo, um roteador ligado ao backbone da Internet não encaminhará pacotes com escopo menor do que 14 (E em hexa), por exemplo. No IPv4, o escopo de um grupo multicast é especificado através do campo TTL do cabeçalho.
A lista abaixo apresenta alguns endereços multicast permanentes:

O endereço multicast solicited-node identifica um grupo multicast que todos os nós passam a fazer parte assim que um endereço unicast ou anycast lhes é atribuído. Um endereço solicited-node é formado agregando-se ao prefixo FF02::1:FF00:0000/104 os 24 bits mais a direita do identificador da interface, e para cada endereço unicast ou anycast do nó, existe um endereço multicast solicited-node correspondente.

Em redes IPv6, o endereço solicited-node é utilizado pelo protocolo de Descoberta de Vizinhança para resolver o endereço MAC de uma interface. Para isso, envia-se uma mensagem Neighbor Solicitation para o endereço solicited-node. Com isso, apenas as interfaces registradas neste grupo examinam o pacote. Em uma rede IPv4, para se determinar o endereço MAC de uma interface, envia-se uma mensagem ARP Request para o endereço broadcast da camada de enlace, de modo que todas as interfaces do enlace examinam a mensagem.

Com o intuito de reduzir o número de protocolos necessários para a alocação de endereços multicast, foi definido um formato estendido de endereço multicast, que permite a alocação de endereços baseados em prefixos unicast e de endereços SSM (source-specific multicast).

Em endereços baseados no prefixo da rede, a flag P é marcada com o valor 1. Neste caso, o uso do campo escopo não altera, porém, o escopo deste endereço multicast não deve exceder o escopo do prefixo unicast “carregado” junto a ele. Os 8 bits após o campo escopo, são reservados e devem ser marcados com zeros. Na sequência, há 8 bits que especificam o tamanho do prefixo da rede indicado nos 64 bits que os seguem. Caso o prefixo da rede seja menor que 64 bits, os bits não utilizados no campo tamanho do prefixo, devem ser marcados com zeros. O campo identificador do grupo utiliza os 32 bits restantes. Note que, em um endereço onde a flag P é marcada com o valor 1, a flag T também deve ser marcada com o valor 1, pois este não representa um endereço definido pela IANA.

No modelo tradicional de multicast, chamado de any-source multicast (ASN), o participante de um grupo multicast não controla de que fonte deseja receber os dados. Com o SSM, uma interface pode registrar-se em um grupo multicast e especificar as fontes de dados. O SSM pode ser implementado utilizando o protocolo MLDv2 (Multicast Listener Discovery version 2).

Para um endereço SSM, as flags P e T são marcadas com o valor 1. Os campos tamanho do prefixo e o prefixo da rede são marcados com zeros, chegando ao prefixo FF3X::/32, onde X é o valor do escopo. O campo Endereço de Origem do cabeçalho IPv6 identifica o dono do endereço multicast. Todo endereço SSM tem o formato FF3X::/96.

Os métodos de gerenciamento dos grupos multicast serão abordados no próximo módulo deste curso.

Também é importante destacar algumas características relacionadas ao endereço apresentadas pela nova arquitetura do protocolo IPv6. Assim como no IPv4, os endereços IPv6 são atribuídos às interfaces físicas, e não aos nós, de modo que cada interface precisa de pelo menos um endereço unicast. No entanto, é possível atribuir a uma única interface múltiplos endereços IPv6, independentemente do tipo (unicast, multicast ou anycast) ou sub-tipo (loopbacklink local6to4, etc.). Deste modo um nó pode ser identificado através de qualquer endereço das suas interfaces, e com isso, torna-se necessário escolher entre seus múltiplos endereços qual utilizará como endereço de origem e destino ao estabelecer uma conexão.

Para resolver esta questão, foram definidos dois algoritmos, um para selecionar o endereço de origem e outro para o de destino. Esses algoritmos, que devem ser implementados por todos os nós IPv6, especificam o comportamento padrão desse nós, porém não substituem as escolhas feitas por aplicativos ou protocolos da camada superior.

Entre as regras mais importantes destacam-se:

  • Pares de endereços do mesmo escopo ou tipo têm preferência;
  • O menor escopo para endereço de destino tem preferência (utiliza-se o menor escopo possível);
  • Endereços cujo tempo de vida não expirou tem preferência sobre endereços com tempo de vida expirado;
  • Endereços de técnicas de transição (ISATAP, 6to4, etc.) não podem ser utilizados se um endereço IPv6 nativo estiver disponível;
  • Se todos os critérios forem similares, pares de endereços com o maior prefixo comum terão preferência;
  • Para endereços de origem, endereços globais terão preferência sobre endereços temporários;
  • Em um Nó Móvel, o Endereço de Origem tem preferência sobre um Endereço Remoto.

Estas regras devem ser utilizadas quando não houver nenhuma outra especificação. As especificações também permitem a configuração de políticas que possam substituir esses padrões de preferências com combinações entre endereços de origem e destino.

3. Políticas de alocação e designação

Na hierarquia das políticas de atribuição, alocação e designação de endereços, cada RIR recebe da IANA um bloco /12 IPv6.

Antes da alocação dos /12 para os RIRs houve também algumas alocações menores. O LACNIC, por exemplo recebeu em 01/11/2002 o bloco 2001:1200::/23, e depois o bloco 2800:0000::/23, em 17/11/2005 (este último incorporado posterormente ao 2800::/12). O NIC.br trabalha também com blocos menores, provenientes dessas alocações antigas, o 2001:1280::/25 e o 2801:0080::/26.

A alocação mínima para ISPs é um bloco /32, no entanto, alocações maiores podem ser feitas mediante apresentação de justificativa de utilização. Um aspecto importante que merece destaque é que diferente do IPv4, com IPv6 a utilização é medida em relação ao número de designações de blocos de endereços para usuários finais, e não em relação ao número de endereços designados aos usuários finais.

Criando Classe usando métodos contruct,destruct e toString no PHP

<?php

class Endereco{

private $logradouro;
private $numero;
private $cidade;
private $estado;
private $pais;

public function __construct($a, $b, $c, $d, $e){

$this->logradouro = $a;
$this->numero = $b;
$this->cidade = $c;
$this->estado = $d;
$this->pais = $e;
}

public function __destruct(){

var_dump(“Destruir”);
}

public function __toString(){
return $this->logradouro.”, “.$this->numero.”, “.$this->cidade.”, “.$this->estado.”, “.$this->pais;
}

}

$meuEndereco = new Endereco(“Rua Santos Machado”, “123”, “Santos”, “São Paulo”, “Brasil”);

echo $meuEndereco;
echo “<br>”;

?>

Classe validar CPF no PHP

<?php  //inicio php

class Documento {  ///criando classe documento onde armazena as informações

private $numero;  //criando atributo privado com o número
public function getNumero(){   //criando método para pegar o atributo privado

return $this->numero; //retornando o método

}

public function setNumero($numero){   //criando método para inserir valor no atributo privado

$resultado = Documento::validarCPF($numero);   //variável que válida o número informado

if($resultado == false){     //Se resultado da Validação ser falso
throw new Exception(“CPF Informado não é válido”, 1);    //Encaminha um erro ao usuário
}
$this->numero = $numero; //Insere no atributo dentro da classe o valor da variável informada pelo usuário
}

public static function validarCPF($cpf){   //Criando método que válida o documento
if(empty($cpf)) {
return false;
}

$cpf = preg_match(‘/[0-9]/’, $cpf)?$cpf:0;

$cpf = str_pad($cpf, 11, ‘0’, STR_PAD_LEFT);

if (strlen($cpf) != 11) {
echo “length”;
return false;
}

else if ($cpf == ‘00000000000’ ||
$cpf == ‘11111111111’ ||
$cpf == ‘22222222222’ ||
$cpf == ‘33333333333’ ||
$cpf == ‘44444444444’ ||
$cpf == ‘55555555555’ ||
$cpf == ‘66666666666’ ||
$cpf == ‘77777777777’ ||
$cpf == ‘88888888888’ ||
$cpf == ‘99999999999’) {
return false;

} else {

for ($t = 9; $t < 11; $t++) {

for ($d = 0, $c = 0; $c < $t; $c++) {
$d += $cpf{$c} * (($t + 1) – $c);
}
$d = ((10 * $d) % 11) % 10;
if ($cpf{$c} != $d) {
return false;
}
}

return true;
}
}
}

$cpf = new Documento();
$cpf->setNumero(“Número do documento”);

var_dump($cpf->getNumero());
echo “</br>”;

?>

Dono de empresa de tecnologia com sede em SC planeja faturamento milionário com moedas digitais

Dono de empresa de tecnologia com sede em SC planeja faturamento milionário com moedas digitais

O empresário Rocelo Lopes começou a trabalhar com moeda digital praticamente sem querer. Mas foi por opção que o cearense escolheu Florianópolis para morar e abrir sua empresa, a CoinBr, que funciona como uma espécie de banco, em que as pessoas podem comprar e vender bitcoins, e que neste ano deve faturar 500 milhões de dólares.

Tudo começou em 2013, quando ele trabalhava com telecomunicações na África do Sul e um cliente teve problemas com o banco tradicional. “Ele não estava conseguindo pagar o boleto, então sugeriu pagar em bitcoin, que era um investimento pessoal dele. Eu achei estranho, não tinha ideia do que era, mas por insistência de um funcionário, acabei aceitando”, conta o CEO.

O valor total da dívida, na época, correspondia a 160 mil dólares, sendo que cada que cada bitcoin valia 180 dólares, mas ele não tinha ideia de como iria transformar esse valor em moeda corrente e depositar em sua conta.

Oito meses depois, viajou para Tóquio, onde ficava uma das únicas corretoras de bitcoin do mundo na época, para saber o que era a tal moeda. Foi quando descobriu que cada bitcoin já estava valendo 1,200 dólares, ou seja, o valor tinha se multiplicado.

Surpreso, Rocelo conta que iniciou imediatamente uma busca por entender mais o funcionamento daquela moeda. Ao analisar a possibilidade em voltar ao Brasil, ele montou uma equipe em São Paulo para pesquisar o mercado e o funcionamento da moeda digital.

Ele explica que na época as pessoas já estavam começando a comprar bitcoins, mas o processo de aquisição ainda era considerado difícil. Foi então que, em 2015, decidiu fundar a CoinBr, na qual desenvolveu uma tecnologia própria para fazer esse processo de compra e venda. Na plataforma da empresa, é possível comprar a moeda digital e depois, com ela, pagar boletos, por exemplo.

Segundo o CEO, a empresa começou com seis pessoas e em dois anos cresceu algumas vezes. Atualmente, são 36 colaboradores, com previsão de que até no final do ano sejam 60.

O valor do bitcoin é variável e a criptomoeda também é divisível, ou seja, é possível comprar frações, o que possibilita que mesmo quem tenha um valor pequeno possa investir. Por isso, o perfil dos clientes é variado e vai desde pequenos investidores até pessoas que compram a criptomoeda para fazer pagamento específicos, como passagens aéreas.

“Alguns pagamentos, principalmente no exterior, têm restrições, como limite do cartão de crédito, ou são dificultados pela conversão da moeda. Então o cliente compra a criptomoeda e faz o pagamento com ele, de forma mais rápida”, afirma.

De acordo com o CEO, ainda há consumidores que se preocupam com a questão da segurança, mas ele explica que, como se trata de um serviço, as leis brasileiras são as mesmas previstas no Código do Consumidor, aplicadas para outros produtos e serviços. “Por isso, o que é mais importante para quem for comprar a criptomoeda é verificar a reputação da empresa”, comenta.

Sobre o que é possível fazer com a moeda digital, o CEO comenta que a aceitação do bitcoin como forma de pagamento, por exemplo, depende do estabelecimento, mas ele acredita que a tendência seja um número cada vez maior de empresas que aceitem essa modalidade de moeda. Neste sentido, outro trabalho da CoinBr é buscar parcerias, para que cada vez mais estabelecimentos aceitem como pagamento a criptomoeda.

Em relação ao valor, o CEO explica que se trata de um número limitado de criptomoedas disponíveis, e com mais procura o valor tende a subir, embora esta não seja uma garantia. “Hoje há cada vez mais pessoas fazendo a chamada mineração, ou seja, buscando as criptomoedas”, disse.

“A cada 10 minutos há um novo sorteio e por meio dos softwares fazemos a mineração. Quanto mais pessoas procurando, menos chances de conseguir. Mas quanto mais máquinas uma pessoa tiver, mais chances de conseguir o bilhete”, explica o CEO da CoinBr, que tem um Data Center, com uma equipe de mineração, no Paraguai.

Já em Florianópolis funciona o setor de inteligência, que desenvolve e gerencia o sistema de compra e venda. “Escolhi a cidade pela qualidade de vida, mas também por ser um polo tecnológico que a empresa poderia encontrar bons profissionais para trabalhar”, explica o CEO, que comemora os resultados da empresa e da mudança de vida, quase por acaso.

“Hoje eu agradeço pelo problema no banco e por ter aceitado o bitcoin. Acredito que as moedas digitais sejam o futuro”, finaliza o CEO.

Anonymous apoia caminhoneiros e ataca Michel Temer

Anonymous apoia caminhoneiros e ataca Michel Temer

Uma célula brasileira da Anonymous anunciou hoje (25) o início da campaha #OpCaminhoneiros. A ação tem início após o presidente Michel Temer comunicar que vai utilizar as Forças Armadas para coibir os protestos de caminhoneiros que acontecem nas estradas brasileiras há mais de quatro dias.

Segundo Temer, “o governo fez um acordo com os caminhoneiros, mas a insistência deles em fechar estradas o levou a tomar medidas mais enérgicas”. Por outro lado, a célula brasileira, pareada com os ideais Anonymous de liberdade e luta, iniciou a #OpCaminhoneiros com a exposição de dados pessoais do presidente da República.

Como a #OpCaminhoneiros foi iniciada hoje (25), novos exposeds, defaces e dumps podem surgir nas próprias horas

“Atenção: #Anonymous lança Operação Caminhoneiros #OpCaminhoneiros em apoio a greve, se você faz parte da comunidade hacker e deseja ajudar acompanhe as informações no link”, escreveu a célula AnonOpsBR no Twitter.

  • Os links compartilhados pela célula podem ser encontrados no próprio Twitter

anonAnonymous

Computadores agora podem fazer clonagem da caligrafia das pessoas

Computadores agora podem fazer clonagem da caligrafia das pessoas

Pesquisadores da University College London criaram um algoritmo, que ao pegar algo escrito por uma pessoa, ele consegue imitar com uma precisão absurda, como se a pessoa tivesse escrito aquilo mesmo.

Isso não é apenas a criação de uma “fonte personalizada”, mas, realmente, de um algoritmo no computador que vê as características da escrita de alguém e consegue copiá-la, escrevendo novas frases.

O pesquisador Tom Haines afirma que as pessoas não conseguem diferenciar qual a letra verdadeira e qual é a feita pelo computador. “Nós estamos muito orgulhosos desse estudo, que deu às pessoas algumas frases para escrever para que o computador analisasse e depois fizesse a cópia. Elas não conseguiram descobrir qual era a falsa”, disse Haines.

A nova máquina chamada “My Text In Your Handwriting”, algo como “meu texto na sua escrita”, aprende como funciona o estilo de escrita da pessoa, vendo em detalhe como cada letra é reproduzida. Isso permite que o computador use a caligrafia da pessoa de uma maneira surpreendente para escrever uma sentença, parágrafo ou até um documento inteiro.

O computador não é apenas capaz de reproduzir a caligrafia de pessoas vivas, mas também de pessoas que já morreram. A equipe da UCL já recriou a letra de Sir Arthur Conan Doyle, Frida Kahlo e Abraham Lincoln.

A precisão da caligrafia está em todas as características da escrita: da forma de cada letra, o espaço entre elas e até mesmo a pontuação, mas para isso, é importante entender como cada caligrafia funciona, pois, de acordo com os pesquisadores, a “mágica” dessa máquina está na maneira randômica que as letras são colocadas, senão o cérebro humano consegue perceber os padrões e detecta qual é a caligrafia computadorizada.

Consegue perceber a diferença na caligrafia?

Caixa irá realizar hoje o primeiro sorteio de nova loteria

Caixa irá realizar hoje o primeiro sorteio de nova loteria

A Caixa Econômica Federal realiza hoje (19), às 18h, em Goiânia, o primeiro sorteio do Dia de Sorte, a nova modalidade de loteria. O concurso do Dia de Sorte pode pagar um prêmio estimado em R$ 500 mil.

O sorteio será feito no Feirão Caixa da Casa Própria, no Centro de Convenções de Goiânia.

O novo jogo foi lançado no último dia 14. O jogador tem a opção de escolher sete números entre os 31 disponíveis e ainda um mês do ano. A ideia é apostar em datas, por isso os 31 dias do mês, e os meses do ano, que serão representados por bolas com números de um a 12.

A aposta mínima é de sete números, mas o jogador pode marcar até 15 “dias da sorte” em um único jogo. Quantos mais números marcados, maior a chance de ganhar. O valor da aposta máxima é R$ 12.870. O preço mínimo é R$ 2, com sete números.

Cada volante disponibiliza três jogos. Também será possível apostar em um bolão.

A premiação será dividida em cinco faixas. No caso dos dias, quem acertar quatro e cinco números sorteados receberá o prêmio fixo no valor de R$ 4 e R$ 20, respectivamente. O acerto de seis números dá ao jogador o valor de 30% do rateio e os sete números, de 70%. Também será premiado quem acertar o mês sorteado. Nesse caso, o valor é fixo de R$ 2.

Com a aposta dos sete números, a probabilidade de o jogador ganhar o prêmio principal é uma em 2.629.575. No caso do segundo prêmio, as chances são de um em 15.652. Na terceira e quarta faixas de premiação, a estatística é de um em 453 e um em 37, respectivamente. No caso do mês do ano, a possibilidade de ganho chega a ser de um por 12. Essas chances aumentam conforme o número de apostas.

Sorteios e arrecadação
Os sorteios serão realizados três vezes por semana: terças, quintas e sábados. A partir da semana do dia 20 de maio, os números serão sorteados no Caminhão da Sorte, junto com os demais jogos das loterias Caixa.

A arrecadação segue a mesma distribuição que as demais loterias, ou seja, os recursos são repassados para seguridade, esporte, saúde e segurança.

Economia do País está melhorando mas ainda faltam empregos!

Economia do País está melhorando mas ainda faltam empregos!
O drama dos desempregados persiste no país num começo de 2018 também cruel para um universo de pessoas nem sempre lembrado nas estatísticas. São aqueles que gostariam e estão disponíveis para trabalhar, mas por algum motivo não estão procurando emprego e gente empregada com jornada inferior a 40 horas semanais porque não consegue outra oportunidade. O conjunto desse grupo e dos desempregados, caracterizado como a força de trabalho subutilizada, somou 2,9 milhões de pessoas em Minas Gerais de janeiro a março, número recorde na série histórica de dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), iniciada em 2012.

Eles retratam, da mesma forma, a taxa mais elevada que o IBGE apurou, de 24,4% no primeiro trimestre, e que havia sido alcançada de janeiro a março de 2017. No Brasil, diferentemente da visão otimista sobre a recuperação da economia que vinha sendo alardeada pelo governo, falta trabalho para 27,7 milhões, representando 24,7%, proporção um pouco superior a de Minas.

desemprego teima em subir – aumentou no estado de 10,6% entre outubro e dezembro do ano passado para 12,6% no primeiro trimestre de 2018 – desafiando os indicadores que vêm mostrando a recuperação do país, a exemplo dos índices de confiança de empresários da indústria e do comércio. Preocupa em Minas o fato de a pesquisa do IBGE ter apontado três quedas significativas, de janeiro a março, do contingente de pessoas que estão trabalhando, 9,8 milhões ao todo.

Caiu 6,7% o nível do emprego na indústria mineira da construção civil, frente ao último trimestre do ano passado, seguido das retrações de 5,1% do comércio e de 3,2% na administração pública e serviços de educação e saúde, na mesma base de comparação. A rigor, nenhum dos segmentos da economia apresentou aumento da ocupação relevante no primeiro trimestre, destacou Gustavo Fontes, coordenador em Minas da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua.

“É um cenário complicado (o do Brasil) para fazer avaliações. Os dados mostram piora no trimestre e uma taxa de desocupação ainda elevada, mas existe melhora na comparação com um ano atrás e o emprego com carteira de trabalho parou de piorar”, afirma. No primeiro trimestre de 2017, a taxa de desemprego era maior, de 13,7% no estado e no Brasil. Em Minas, 1,42 milhão estão desempregados.

Outra leitura da estatística está associada à diferença de sazonalidade entre o último trimestre de um ano, quando a economia, em geral, está aquecida pela injeção do 13º salário e demanda motivada pelas festas de fim de Natal e Ano-novo; e os primeiros três meses do ano seguinte, marcados por mais despesas com o pagamento de impostos e gastos com educação, além das férias. Trata-se de um período sem datas comemorativas.

Desalento 

O comportamento típico da economia e a circulação de dinheiro em diferentes direções nos dois trimestres comparados, de acordo com Gustavo Fontes, tem peso importante nos indicadores do mercado de trabalho, mas não significa que são o bastante para entender toda a diferença. “É preciso de mais um trimestre de dados para sabermos se a sazonalidade explica a piora dos números”, diz o coordenador do Pnad Contínua em Minas.

A queda do nível do emprego no comércio, por exemplo, pode ser justificada em razão do fim dos contratos temporários de trabalho no setor típicos do período de outubro a dezembro. Em Minas, dos 8,9 milhões de trabalhadores ocupados de janeiro a março, 3,62 milhões atuavam com a carteira assinada; 2,33 milhões eram de   pessoas trabalhando por conta própria, universo que cresceu 8,9% ante o primeiro trimestre de 2017, e 1,21 milhão não tinham registro formal.

Parte da queda no desemprego no Brasil entre o primeiro trimestre de 2017 e os três primeiros meses deste ano, de 13,7% para 13,1%, reflete o aumento da subutilização da força de trabalho e do desalento, de acordo com  Cimar Azeredo, coordenador de Trabalho e Rendimento do IBGE. “Parte da população que saiu do desemprego foi para o desalento ou continua subocupada”,  observou. Para o pesquisador “o retrato geral é que o mercado de trabalho continua ainda em uma situação bastante desfavorável.”

EM MG
(1º trimestre de 2018)

12,6%
Taxa de desemprego

9,8
milhões
Número de ocupados

1,42 milhão
Desempregados

2,9
milhões
Força de trabalho
subutilizada
(inclui os desempregados)