Dono de empresa de tecnologia com sede em SC planeja faturamento milionário com moedas digitais

Dono de empresa de tecnologia com sede em SC planeja faturamento milionário com moedas digitais

O empresário Rocelo Lopes começou a trabalhar com moeda digital praticamente sem querer. Mas foi por opção que o cearense escolheu Florianópolis para morar e abrir sua empresa, a CoinBr, que funciona como uma espécie de banco, em que as pessoas podem comprar e vender bitcoins, e que neste ano deve faturar 500 milhões de dólares.

Tudo começou em 2013, quando ele trabalhava com telecomunicações na África do Sul e um cliente teve problemas com o banco tradicional. “Ele não estava conseguindo pagar o boleto, então sugeriu pagar em bitcoin, que era um investimento pessoal dele. Eu achei estranho, não tinha ideia do que era, mas por insistência de um funcionário, acabei aceitando”, conta o CEO.

O valor total da dívida, na época, correspondia a 160 mil dólares, sendo que cada que cada bitcoin valia 180 dólares, mas ele não tinha ideia de como iria transformar esse valor em moeda corrente e depositar em sua conta.

Oito meses depois, viajou para Tóquio, onde ficava uma das únicas corretoras de bitcoin do mundo na época, para saber o que era a tal moeda. Foi quando descobriu que cada bitcoin já estava valendo 1,200 dólares, ou seja, o valor tinha se multiplicado.

Surpreso, Rocelo conta que iniciou imediatamente uma busca por entender mais o funcionamento daquela moeda. Ao analisar a possibilidade em voltar ao Brasil, ele montou uma equipe em São Paulo para pesquisar o mercado e o funcionamento da moeda digital.

Ele explica que na época as pessoas já estavam começando a comprar bitcoins, mas o processo de aquisição ainda era considerado difícil. Foi então que, em 2015, decidiu fundar a CoinBr, na qual desenvolveu uma tecnologia própria para fazer esse processo de compra e venda. Na plataforma da empresa, é possível comprar a moeda digital e depois, com ela, pagar boletos, por exemplo.

Segundo o CEO, a empresa começou com seis pessoas e em dois anos cresceu algumas vezes. Atualmente, são 36 colaboradores, com previsão de que até no final do ano sejam 60.

O valor do bitcoin é variável e a criptomoeda também é divisível, ou seja, é possível comprar frações, o que possibilita que mesmo quem tenha um valor pequeno possa investir. Por isso, o perfil dos clientes é variado e vai desde pequenos investidores até pessoas que compram a criptomoeda para fazer pagamento específicos, como passagens aéreas.

“Alguns pagamentos, principalmente no exterior, têm restrições, como limite do cartão de crédito, ou são dificultados pela conversão da moeda. Então o cliente compra a criptomoeda e faz o pagamento com ele, de forma mais rápida”, afirma.

De acordo com o CEO, ainda há consumidores que se preocupam com a questão da segurança, mas ele explica que, como se trata de um serviço, as leis brasileiras são as mesmas previstas no Código do Consumidor, aplicadas para outros produtos e serviços. “Por isso, o que é mais importante para quem for comprar a criptomoeda é verificar a reputação da empresa”, comenta.

Sobre o que é possível fazer com a moeda digital, o CEO comenta que a aceitação do bitcoin como forma de pagamento, por exemplo, depende do estabelecimento, mas ele acredita que a tendência seja um número cada vez maior de empresas que aceitem essa modalidade de moeda. Neste sentido, outro trabalho da CoinBr é buscar parcerias, para que cada vez mais estabelecimentos aceitem como pagamento a criptomoeda.

Em relação ao valor, o CEO explica que se trata de um número limitado de criptomoedas disponíveis, e com mais procura o valor tende a subir, embora esta não seja uma garantia. “Hoje há cada vez mais pessoas fazendo a chamada mineração, ou seja, buscando as criptomoedas”, disse.

“A cada 10 minutos há um novo sorteio e por meio dos softwares fazemos a mineração. Quanto mais pessoas procurando, menos chances de conseguir. Mas quanto mais máquinas uma pessoa tiver, mais chances de conseguir o bilhete”, explica o CEO da CoinBr, que tem um Data Center, com uma equipe de mineração, no Paraguai.

Já em Florianópolis funciona o setor de inteligência, que desenvolve e gerencia o sistema de compra e venda. “Escolhi a cidade pela qualidade de vida, mas também por ser um polo tecnológico que a empresa poderia encontrar bons profissionais para trabalhar”, explica o CEO, que comemora os resultados da empresa e da mudança de vida, quase por acaso.

“Hoje eu agradeço pelo problema no banco e por ter aceitado o bitcoin. Acredito que as moedas digitais sejam o futuro”, finaliza o CEO.

Criptomoedas em grande queda,Coincheck planeja expansão aos EUA

Criptomoedas em grande queda,Coincheck planeja expansão aos EUA

Criptomoedas estavam em queda nesta sexta-feira, com o bitcoin se aproximando da mínima de dois meses.

O bitcoin estava cotado a US$ 8.122,00, queda de 2,03% às 09h58 na corretora Bitfinex.

Outras moedas digitais estavam em baixa, com o ethereum, segunda maior criptomoeda em termos de capitalização de mercado, recuando 2,33% para US$ 681,53 na corretora Bitfinex. O ripple, terceira maior criptomoeda, caía 2,98% e era negociado a US$ 0,66897 enquanto o litecoin era negociado a US$ 132,64, queda de 4,01%.

A corretora de criptomoedas japonesa Coincheck está planejando se expandir para os EUA, de acordo com as notícias da Bloomberg.

O Coincheck foi o centro de um roubo de US$ 532 milhões em janeiro e foi posteriormente comprada pela empresa de serviços financeiros Monex em abril. Oki Matsumoto, diretor-geral Monex, disse que espera uma licença oficial do Japão no próximo mês, mas que já está procurando se expandire para os EUA e Europa.

“O Japão pode parecer estar um passo à frente em termos de criptomoedas, mas em termos de decidir o que é um valor mobiliário ou um token e atrair investidores institucionais, os EUA e a Europa estão avançando”, disse ele à Bloomberg.

Em notícias de regulamentação, o banco central da Líbia proibiu o uso de moedas virtuais e aqueles que o usam não poderão ser protegidos pela lei da Líbia.

Enquanto isso, a Suíça está analisando uma moeda digital garantida pelo Estado. O governo solicitou aos legisladores a realização de um estudo sobre o “e-franco” suíço. Embora a notícia seja promissora para os defensores da criptomoeda, o estudo ainda enfrenta obstáculos legislativos na câmara baixa do parlamento do país. No entanto, o país está aberto a moedas digitais, tendo sido um dos primeiros países a aprovar uma diretriz de oferta inicial de moedas (ICO).